Texto criado a partir de uma atividade proposta pelo André Barros no encontro do dia 19/11/13 na turma A do Invitro- Laboratório de Escrita Criativa em que cada participante deveria continuar um texto e depois passar para o colega do lado até chegar novamente em mãos, tendo então, que finalizar. Esse é o meu.
A parte em negrito é o início proposto pelo André. Depois, a minha contribuição. As partes em itálico foram escritas pela Andréia Pires, Raquel Schenque e Vânia Oliveira e pelo próprio André. O texto é finalizado por mim.
Creio ter ficado bem interessante.
A última grade abriu e ele hesitou, congelou. Tinha passado tanto tempo na prisão que a sensação de liberdade o amedrontava e lhe causava um desconforto generalizado. Queria sair, queria ver a esposa, os filhos, que já deveriam estar adultos, mas o medo...
...da rejeição o acovardava. Depois de anos nessa situação, vê-los era o que mais... o assustava. Será que... ele havia tomado a decisão correta em deixar tudo tão próximo de uma tragédia?... Claro que não! Dentro do seu íntimo mais profundo o ódio ainda o dominava e fazia os horrores vividos voltarem a ferver em suas veias como uma chaleira no fogão... Sentia muita vontade de cometer mais um erro, o derradeiro, talvez. Aquele que o libertaria desses sentimentos que o atormentavam. Sua família ficaria bem sem ele, tinha quase certeza, já. E, fazendo isso, quem sabe deixaria de ser um fardo para todos.
Na parada em frente à penitenciária, vinham dois ônibus. Dois caminhos a seguir. Um para sua família, outro, sabe-se lá pra onde. A tensão e a vergonha estavam em um peso, a saudade, no outro. A balança perfeitamente equilibrada. Os ônibus se aproximando, se aproximando. Passou um. Passou o outro.
Resolvera pensar mais um pouco.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário