domingo, 17 de março de 2013

Precisa um título?



Pensei em escrever alguma coisa, mas não sabia sobre o quê. Ficção, algo que me aconteceu ou que eu vi nesses últimos dias, uma pequena reflexão sobre as coisas da vida? Não sei, qualquer coisa, desde que fossem palavras no papel(metaforicamente falando, claro, pois agora eu só digito). Porém havia um problema: vou escrever o que, realmente? Não sabia. Continuo não sabendo, aliás. Mas queria escrever. Resolvi, então, fazer isso, escrever sobre o quê escrever. Uma metalinguagem interessante. Porque é um dilema na vida de quem gosta de fazer isso. A falta de um assunto, de um motivo pra escrever é um sentimento estranho, uma sensação que não é bem-vinda(bemvinda, bem vinda, não sei mais). Ora, como ser escritor se não sabe o que escrever? “Não tem o que falar fica quieto”, não é assim?
  Às vezes. Mas isso não é uma conversa(mentira, é sim) onde eu posso ofender a alguém(objeto direto ou indireto?) ou ser tachado de alguma coisa por um comentário mal interpretado ou mal formulado. Então, por que estou aqui, batendo meus dedos nervosamente no teclado? Porque eu preciso. Não estou sendo pressionado a produzir algum texto(ainda não), nem precisando vender alguma ideia. Preciso escrever porque a minha cabeça tem ideias que não cabem dentro do crânio. Muitas palavras zanzando dentro do cérebro querendo muito sair. Então eu faço isso: prendo-as aqui, no monitor(não papel, lembre-se) para que outras possam aflorar na minha cabeça. “Então tu está(sem 's', é uma conversa coloquial, ok?) só fazendo uma limpeza na tua cabeça?” Sim, pode-se dizer que sim. Mas esse texto não é um lixo descartável, estou apenas mudando-o de lugar. Tirando de onde está ocupando espaço onde algo mais produtivo ou de melhor qualidade possa estar. Quem sabe ao fim desse texto meio louco não surja na mente desse que digita erroneamente(mas que corrige e vocês nem perceberão) saia uma história que valha a pena colocar num papel(papel mesmo)? Agora pensei que isso é uma boa metáfora pra vida(que vai estragar esse já malfadado grupo de palavras): reciclar as coisas para que outras novas possam surgir. Não falei? Acabei de tornar tudo isso de uma pieguice melosa. Paulo Coelho adoraria(o meu professor de Literatura não).
E acho que já está na hora de terminar. Agradeço a quem chegou até aqui, seja por curiosidade, paciência, ociosidade, pena ou qualquer outro motivo, és um guerreiro(sem coloquialismo, pra ficar bonito, agora). “És”, será que foi só um? Não sei, obrigado mesmo assim, pois até o fim dessa linha o texto terá terminado. Está chegando ao fim. Chegou! Não, espera! Acabou de surgir uma ideia maravilhosa! Eureka! Funcionou!!  

2 comentários:

  1. Só quem escreve sabe que o ato é instinto, necessidade. E conhece também a agonia e o sentimento de inutilidade humana quando não conseguimos escrever.

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